Alimentação

Como Ressignifiquei Minha Alimentação!?

Pensando na aliementação

“Aff, odeio saladas! Não consigo imaginar uma refeição sem macarrão ou lasanha”. “Não consigo comer frutas nos lanches, tem que ser algo que me dê sustância.” Você deve conhecer alguém ou muitas pessoas que já falaram isso, não é mesmo? Se você não conhece, talvez essa pessoa seja você (rsrsrs). E tudo bem, macarrão e lasanha são uma delícia mesmo, mas saladas e legumes também podem ser. Hoje vou compartilhar aqui um pouco da minha experiência em relação a reeducação alimentar e porque essa mudança de hábito foi significativa na minha vida. Espero que desperte, nem que seja uma fagulha, dessa transformação em você.

Eu cresci no interior, então desde sempre tive uma influência positiva em relação aos alimentos orgânicos e produzidos naturalmente. Claro, minha família toda come guloseimas, sabe como é, descentes de italianos, sempre inventando comidas fartas de calorias, mas também sempre foi adepta de saladas, legumes e alimentos nutritivos nas refeições. Não me recordo de ter sentado à mesa para comer sem ter pelo menos dois tipos de salada disponíveis e quase sempre eram produzidas em nossa própria horta. Além disso, sempre gostei de esportes, especialmente os coletivos, e os praticava desde a infância na escola até o fim da minha adolescência. Então eu sempre comi “de tudo”, porque a maior parte das calorias que eu ingeria, também gastava, e por esse motivo nunca me preocupei com uma alimentação mais focada e consciente.

Mas aí a vida adulta bateu na porta, comecei trabalhar, ingressei na universidade e parei de praticar esportes (nada fora do comum). Porém, continuava comendo as mesmas quantidades e os mesmos alimentos de sempre. De fato, atividade física e emoções estão intrinsecamente relacionadas à alimentação, ao ganho ou perca de peso e ao bem-estar do corpo em geral. Por que eu afirmo isso? Não só pelos estudos que comprovam (você encontra muitos deles por aí), mas pela minha experiência também. Cansaço, esgotamento, estresse, dúvidas, medos, mudanças, crises… Tudo isso aliado a uma rotina sedentária, sem movimento, sem gasto de energia. Onde eu procurava compensação e consolo? Na alimentação.

Me recordo de refeições que fiz e saí da mesa com dor no estômago pela quantidade de comida que havia ingerido. No momento era prazeroso, aquele sabor, a partilha com a família e o pensamento “trabalhei muito hoje, mereço comer duas sobremesas” ou “já que o dia todo não foi bom, pelo menos vou comer bastante” e assim surgiam as justificativas para aquela descompensação. Mas depois, quando o mal-estar chegava, quando subia na balança com um peso que até então não tinha me visto, quando me olhava no espelho e não gostava do que via, quando fiz exames gerais e os resultados vieram com alterações, quando eventualmente ia para a quadra jogar e não tinha mais resistência, nem fôlego… Então começou a piscar uma lâmpada aqui dentro: o que estou fazendo com meu corpo? E por que? Ele está padecendo, isso não está certo.

O Início da reeducação alimentar

A partir daí iniciei minha jornada de reeducação alimentar, pois queria minha saúde integral fortalecida de novo. Inicialmente tive ajuda profissional e posteriormente segui com os novos hábitos sozinha (muitos deles você pode conferir nos textos anteriores que publicamos aqui), sempre trabalhando com minha disciplina e dedicação. Por algum tempo, até desenvolver o hábito, acostumar o paladar e o estômago com as quantidades, estabilizar o peso, parei de consumir alimentos processados, lipídios, açúcares e carboidratos. Confesso que nas primeiras semanas eu salivava de vontade de comer um macarrão! Rsrsrs

Mulher pensando na alimentação

Como Ressignifiquei Minha Alimentação!?

Tive recaídas, me questionei, chutei o balde… Mas a memória de bem-estar que eu tinha sobre como me sentia quando estava cuidando da minha alimentação me fazia voltar para o processo e cada vez mais trabalhava minha disciplina para me manter nele, porque os resultados começaram a aparecer e minha qualidade de vida aumentou. Tive melhoras no corpo físico em geral (peso, cabelos, unhas, pele, intestino), na disposição, na energia, no ciclo circadiano, resistência, ciclo de fome e saciedade e, consequentemente, humor, autoestima e bem-estar mental. Ainda tem dúvidas que o alimento que coloca no prato, tem influência na tua vida? E atualmente alguns desses alimentos e temperos já não fazem falta ao meu paladar (açúcar refinado é um exemplo) e procuro manter as refeições baseadas em alimentos mais naturais, orgânicos e preparados de forma saudável. Às vezes saio um pouco desse trilho (equilíbrio né!), mas saio tranquila porque sei como voltar. Sem mal-estar, sem culpa, sem arrependimento.

Esse processo todo não foi fácil, não foi da noite para o dia, não foi em uma semana. Eu sabia que precisaria de tempo, esforço e foco para ficar bem de novo, mas eu estava disposta porque compreendi que meu corpo é minha casa aqui e a minha relação com ele define como eu me relaciono com o mundo

Obs.: lembrando que falamos aqui de mudanças de hábitos de uma forma geral, caso você tenha algum tipo de transtorno ou algo mais complexo relacionado a alimentação, procure ajuda profissional de psicólogo e nutricionista.

 

MIKELEN VICELLI
Estudante de Psicologia fazendo refeições com mais propósito. 

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