Alimentação

No episódio de hoje, “Que saúde é essa!!?”

No episódio de hoje, "Que saúde é essa!!?" what the health?

Já comeu seu bife mal passado e tomou seu refrigerante hoje? Ainda não? Está esperando o que?

Obs: Esse post não é uma crítica ao consumo de carne, ou a cadeia alimentícia, é uma análise de um documentário…

No texto de hoje colocamos em pauta uma dica de filme que está disponível na Netflix e chama-se “What The Health?” (Que saúde é essa?) corre lá assistir! Adoro trocadilhos, o nome foi criativo, e o filme aborda – de uma forma bem sensacionalista – as doenças causadas por um estilo de vida não saudável, em especial, pelo consumo de carne e derivados animais, e todo o sistema de lucros por trás disso.

De fato, a carne é um alimento dispensável e não é insubstituível (embora a maioria das pessoas pense isso), afirmo pois sou vegetariana há dois anos e nunca tive problemas, inclusive minha saúde geral melhorou bastante, mas é importante sempre ter um olhar analítico sobre essas questões.

Vamos lá! O filme traz uma pegada pró veganismo bem forte, colocando em cheque toda a cadeia alimentícia, a saúde humana, os lucros envolvidos e os impactos ambientais consequentes desse sistema. Mas não estou aqui para analisar o que é certo e o que é errado, e se é certo e se é errado. O que quero trazer aqui são algumas reflexões sobre verdades e inverdades relevantes colocadas no filme.

Não é porque está na Netflix que é VERDADE, busque as fontes!

Algumas citações no documentário:

“Ingerir carne processada é tão perigoso quanto fumar?”. NÃO! Segundo dados o aumento representa 18% e 1900% em relação ao tabagismo.

“Um ovo por dia é tão ruim quanto fumar cinco cigarros”. OI?? O QUE O DOCUMENTÁRIO QUIS DIZER COM ISSO??

“Toda redução no consumo de produtos de origem animal beneficia a saúde e a longevidade”. SIM!! Diminuir o consumo de carne melhora a pele, diminui o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, e estudos demonstram menor prevalência de diversos tipos de câncer em populações vegetarianas.

“Frango não é melhor do que carne processada”. NÃO, há diversos estudos sobre malefícios de produtos processados ou ultra processados.

No episódio de hoje, "Que saúde é essa!!?"

A indústria das carnes processadas

Feitas as colocações e comentários, fica a teu critério, querido(a) leitor(a), assistir o filme e tomar um posicionamento sobre o que foi mencionado, bem como sobre a forma que o assunto é abordado. No entanto, apesar do sensacionalismo e do apelo exagerado em algumas situações, o filme traz uma visão – que eu compartilho e considero a chave da mudança nos hábitos alimentares – sobre como nos alimentamos pensando na existência a curto e não a longo prazo.

    Vamos morrer de qualquer jeito!

Já escutei muitas vezes falas como “eu como tudo mesmo, posso morrer atropelado a qualquer hora”, “para que passar vontade, vou morrer mesmo” e assim por diante. Concordo, de fato não sabemos quando ou como vamos morrer, mas não vejo isso como motivo para ter uma vida não saudável. E se sua jornada for de 100 anos? Talvez a melhor opção seja viver com qualidade de vida.

Sei que hábitos saudáveis estão associados à ideia de renúncia, de dificuldade, de escolha, sofrimento e de não ter prazer com os sabores. Porque somos culturalmente formados no conceito de que se não tiver açúcar não é doce, se não for com gordura não tem graça, se quero ser saudável não posso comer o que gosto, etc. Comemos o almoço pensando na janta – literalmente – agradamos o paladar no momento, mas não pensamos na alimentação como pilar essencial da saúde a longo prazo.

E é essa reflexão que o filme propõe… Porque comemos tantos alimentos desnecessários, processados e não saudáveis e depois precisamos despender tantos recursos financeiros para recuperar uma saúde fragilizada? Porque somos ensinados a remediar, não a prevenir? Tudo bem, posso morrer hoje a tarde, amanhã, semana que vem… Mas e se não? E se minha jornada for longa? Bom, em ambos os casos quero estar bem, me sentir bem, disposta e com vigor para experimentar tudo que ela me trouxer, com vida. E finalizo esse texto com a frase que inicia o filme:

“Que teu remédio seja teu alimento e que teu alimento seja teu remédio” (Hipócrates)

Afinal… Que saúde é essa?

Mikelen Vicelli

MIKELEN VICELLI

Estudante de Psicologia fazendo refeições com mais propósito.

Ahhhh já íamos esquecendo, se for assistir o documentário tem uma pipoca preta super diferente e macia 🙂
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É FÁCIL

COMER

BEM.

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